domingo, 27 de março de 2011

Depois da Tempestade

Quando precisamos agir, não medimos força para fazer oque tem que ser feito.
Isso é certeza!
Imagine-se tendo que remar contra a maré para chegar à praia, pois no meio do mar não há como ficar para sempre.
Remaremos até o final sem pensar duas vezes, mesmo que o cansaço venha, pois o sol se vai e quando escurecer não haverá mais como se guiar. Usaremos toda nossa força para que consigamos o intento.
Pois é!

A força que achamos nessa hora vem de dentro não se sabe de onde.
Em qualquer situação de alerta teremos que agir sem pensar duas vezes.


E foi oque aconteceu nessas duas semanas pós-tsunami aqui no Japão.

Hoje, no Twitter,perguntava da saúde do @comediantonio que pegou uma forte gripe, e o @Preda2005 perguntou se não havíamos percebido que esse vírus apareceu depois do dia 11. E foi onde me toquei que era verdade. O Márcio dizia que todos estavam sensíveis, pois foi uma pressão muito forte durante esse tempo todo, e o *danado do vírus adora ficar grudadinho em quem tá assim*.

Há muito tempo já havia percebido essa força estranha que todos nós temos, e que quando tudo passa, vem o alívio, e quando ficamos aliviados por conseguir superar, o cansaço que aguentamos por todo o tempo vem à tona.

No caso do Japão, um pouco diferente, foram dias terríveis de apreensão, tristeza, medo, susto, misturado com compaixão, solidariedade, confiança.
Agora que a situação da Usina de Fukushima parece estar sob controle, apesar do perigo da radiação em várias áreas vizinhas, a tensão inicial deu uma aliviada. As imagens do terremoto e tsunami, que nos chocam ainda, já estão menos destacados na mídia.

E vem a parte que nos deixa sensivel, baixando um pouco a defesa que armamos no início, onde tentamos voltar à vida normal na medida do possível.

E é aí que vem o senhor Vírus, em forma de uma gripe, cansaço, dor de cabeça, dores no corpo, etc.
Não sei se há um nome para essa doença, mas sei que agora é hora de relaxar e viver dias de alegria.


Vale conversar com pessoas alegres, passear, viajar, escutar música, fazer oque dá prazer, ou seja, como disse o Márcio, férias!

Saiba distinguir esse sintoma para não te pegar de surpresa.

4 comentários:

  1. Eli,
    tem razão!
    Percebi que aquele nó no ombro,a cho que se chama katakori, não me deixava naqueles primeiros dias... E não havia salompas que aliviasse!
    Agora as boas notícias dão mesmo a sensação de leveza que faltava!
    Que nos próximos dias venham mais notícias boas para todos nós!
    Boa semana!
    Bjo!

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  2. Oi, Eli! Mais uma que concorda.
    Até antes do dia 11, eu não tinha problema com o dito kafunshoo, mas usava mascara pra que eu nao piorasse. Eis que aconteceu: meus olhos, que antes nem coçavam, agora é toda hora; meu nariz nao pára de incomodar e dependendo do dia vivo espirrando. Que antes eu nem precisava de remédio, agora preciso tomar duas vezes por dia um anti alergico que dá um sono...
    Mas estou confiante e acreditando a cada dia que boas notícias venham para aliviar a dor de cada um de nós.
    Adorei o post!
    Beijao e boa semana!

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  3. Concordo com tudo. inclusive comentei hj que fiquei doente depois que consegui respirar mais aliviada qndo as coisas se acalmaram um pouco, peguei uma bel IU que certamente foi emocional.!! Noites sem dormir, filhos pequenos e bebê ainda, muito medo do dia seguinte as coisas piorarem, graças a Deus estamos bem apesar de toda essa tragedia.

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  4. Pois Eli,

    Não é a toa que admiro o grande povo do sol nascente e do qual você faz parte (e eu tenho o privilégio de aqui participar), povo que, como ele o sol, se levantam em cada novo dia iluminados de força, coragem e, a uma luz intensa de esperanças, mesmo sobre pesadas nuvens!

    Esperança esta!
    Tão forte e acolhedora como o sol que ilumina agora mais lindo, trazendo com sua energia nova vida, nas belas manhãs floridas de Sakura na linda primavera aí no seu hemisfério.

    Flor esta!
    Associada ao samurai cuja vida era tão efêmera quanto a da flor que se desprende da árvore.

    Olhando assim, e de modo algum desfazendo da sua dor, mas, transformando-a em renovação!

    Querida Eli, e para todos que com admiração e ternura lêem você, aí abaixo vai o link de um vídeo que nos remete, de certa forma, à compreensão da fantástica natureza, da qual fazemos parte...!

    Um abraço,
    Uno

    http://www.youtube.com/watch?v=CeacjOkLjZ0

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