sexta-feira, 1 de abril de 2011

Onde está?

Dizem que saudosista é aquele que vive do passado, relembrando e contando tudo que aconteceu em sua juventude.
Posso dizer que vivi num tempo em que as coisas ¨aconteceram¨, e que certas lembranças já estão fracas.
Diretas já, Michel Jackson, Heróis da Resistencia,caída do Muro de Berlin, Rock Nacional, Chernobil, e por aí vai.
Mas oque me vem às vezes é a adolescência. De vez em quando me lembro de ver tanta coisa ruim e querer fazer algo para mudar o mundo. Miséria, violência, injustiças...
E tem aquele lado, da paixão, do primeiro namorado, das baladas sem fim, amizades eternas.

Então me pergunto: onde foi parar tudo isso? Cade aquela garra para sair à luta em prol do que acreditava?Dos sonhos, das aventuras, do interesse em ver o mundo melhor?

Pois é...estão lá no fundo do baú!

Os anos vão passando, e quando vemos, muita coisa ficou para trás.
Só que...as coisas acontecem! E quando temos à nossa frente fatos e situações diversas, alguma coisa sai desse fundo do baú e nos tras de volta o sentimento que um dia nos fez grandes, heróis, fortes!

No caso do que houve com o Japão, senti que algo deveria ser feito. Nada pude fazer diretamente, confesso.
Mas oque vi foi a força maior da união. E quando estamos mesmo indiretamente ligados, algo sai de dentro de nós como se fossemos ainda adolescentes em plena atividade.

Então, vamos aproveitar o tempo para amar, viver, sentir, interagir!
Voltar a ser adolescente é impossível...Mas viver aquele sentimento, ah... isso com certeza podemos trazer de volta. Ter os brilhos nos olhos novamente.

Quem dera as coisas fossem diferentes, e que pudesse ser livre e voar por onde achasse melhor. Mas como não é possível,  podemos adaptar para a situação atual e viver bem!

Não deixe o adolescente que vive dentro de você morrer.
Eu estou resgatando. Houve dias em que sonhei, mesmo sabendo que não seria possível. E pude ver que ainda estou viva!

Correr atrás do que acredita começa pelo sonho de viver.


Bons sonhos!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Enquanto não vem...

Enquanto a inspiração não vem, alguns posts não acabados estão dormindo no baú.
Para não perder o ritmo dos posts, alguma poucas palavras...

Aliás, nada melhor que um vídeo.
Hoje ensaiei na frente da webcam. Ai que desastre! rs.
Ainda vou postar um video meu, aguardem!

Enquanto não tenho nada para por aqui, escolhi um vídeo.



Bons tempos!!!


Até o próximo post!

domingo, 27 de março de 2011

Depois da Tempestade

Quando precisamos agir, não medimos força para fazer oque tem que ser feito.
Isso é certeza!
Imagine-se tendo que remar contra a maré para chegar à praia, pois no meio do mar não há como ficar para sempre.
Remaremos até o final sem pensar duas vezes, mesmo que o cansaço venha, pois o sol se vai e quando escurecer não haverá mais como se guiar. Usaremos toda nossa força para que consigamos o intento.
Pois é!

A força que achamos nessa hora vem de dentro não se sabe de onde.
Em qualquer situação de alerta teremos que agir sem pensar duas vezes.


E foi oque aconteceu nessas duas semanas pós-tsunami aqui no Japão.

Hoje, no Twitter,perguntava da saúde do @comediantonio que pegou uma forte gripe, e o @Preda2005 perguntou se não havíamos percebido que esse vírus apareceu depois do dia 11. E foi onde me toquei que era verdade. O Márcio dizia que todos estavam sensíveis, pois foi uma pressão muito forte durante esse tempo todo, e o *danado do vírus adora ficar grudadinho em quem tá assim*.

Há muito tempo já havia percebido essa força estranha que todos nós temos, e que quando tudo passa, vem o alívio, e quando ficamos aliviados por conseguir superar, o cansaço que aguentamos por todo o tempo vem à tona.

No caso do Japão, um pouco diferente, foram dias terríveis de apreensão, tristeza, medo, susto, misturado com compaixão, solidariedade, confiança.
Agora que a situação da Usina de Fukushima parece estar sob controle, apesar do perigo da radiação em várias áreas vizinhas, a tensão inicial deu uma aliviada. As imagens do terremoto e tsunami, que nos chocam ainda, já estão menos destacados na mídia.

E vem a parte que nos deixa sensivel, baixando um pouco a defesa que armamos no início, onde tentamos voltar à vida normal na medida do possível.

E é aí que vem o senhor Vírus, em forma de uma gripe, cansaço, dor de cabeça, dores no corpo, etc.
Não sei se há um nome para essa doença, mas sei que agora é hora de relaxar e viver dias de alegria.


Vale conversar com pessoas alegres, passear, viajar, escutar música, fazer oque dá prazer, ou seja, como disse o Márcio, férias!

Saiba distinguir esse sintoma para não te pegar de surpresa.

sábado, 26 de março de 2011

Sabendo, não vai faltar.

Logo após o terremoto, e pelo noticiário que vimos na tv, oque estava acontecendo nas regiões mais próximas era o esvaziamento de certos produtos da prateleira de mercados e lojas de conveniências.

Na corrida pela água nesses dias, faltando na prateleira do mercado, me deixou um pouco abismada.
Na região onde moro, não houve terremoto a ponto de faltar luz, comida, etc.
Mas como há a previsão de um grande terremoto batizado de Tokai para essa região, fez com que muitos acordassem e se preparassem depois do que aconteceu com Sendai.

Confesso que não corri para estocar água, mesmo tendo somente 2 garrafas de 2 litros.
Quando a água estava acabando em casa, na última garrafa, comentando com minha filha mais velha, e ela simplesmente me respondeu: Faz muguichá!  Respondi: é mesmo né?

Muguichá (麦茶)é muito feito aqui no Japão durante o verão. Chá de Cevada.

Já vi num programa que algumas escolas primárias tem esse chá na torneira durante o verão, para seus alunos.
O muguichá tem outras funções além  de matar a sede: combater o cansaço de verão. Costume antigo do Japão que dura até hoje, por suas propriedades.


E foi oque fizemos. Ferver a água, com o saquinho de chá que já vem ensacado, deixar esfriar e pronto!
Enchemos a garrafa de água vazia e depois de frio foi para a geladeira.




Várias marcas, vários modo de fazer. Tem até instantâneo, só dissolver na água.



 E tem os prontos. Em garrafas pet de 1500ml ou de 500 ml, fora os de caixinhas.


Enquanto houver àgua na torneira, tenho a opção de fazer esse chá.
Não tem água? Vai muguichá!
Antecipamos oque normalmente fazemos no Verão, quando sempre temos 2 garrafas desse chá na geladeira.

No caso de famílias que tem crianças menores de 2 anos, é recomendável o uso de água de garrafa, principalmente as que moram na região afetada pela Usina de Fukushima, no norte do Japão.

Ontem,vi no noticiário,a prefeitura da cidade de Hitachi em Ibaraki-ken, distribuiu para essas famílias que tem filhos menores de 2 anos, mediante a apresentação da caderneta da criança.

Então, deixo para quem realmente precisa enquanto tiver opção.


*imagens pego na internet.
  

quarta-feira, 23 de março de 2011

Merecimento

Hoje fiquei sabendo de uma notícia muito boa!
Nosso amigo e blogueiro Alexandre Mauj está concorrendo a um prêmio.
Que alegria a todos que o conhecem!

Veja aqui o trabalho do Alexandre, o blog Lost in Japan, que mostra a beleza do Japão que ele mesmo vê e sente. Nesse período turbulento, foi uma batalha grande para levar informações que a mídia não mostrava, e acalmar muitos aflitos que a mídia mostrava. @Mauj77 é o seu nick no Twitter.



Este é o site onde está sendo feito a votação. Clique em Best Use of Tecnology for Social Good .

Aqui você verá em português.
Esperamos o seu voto!

Estamos torcendo por você, parabéns, Alexandre!

domingo, 20 de março de 2011

Kokoro no Kea 2 心のケア2

Em todas as vias de comunicação vemos campanhas para ajudar as vitimas de Sendai.
Na rádio que escuto no carro, ouvi que empresas grandes estão enviando para doações os produtos que fabricam.
Até uma grande e famosa clínica estética, Takano Beauty, ofereceu plástica no rosto para quem teve ferimentos na face!
Então! Se não tenho como dar tal coisa, dou oque posso!
Essa é a melhor de todas as doações. Dar oque você pode!
Parece estranho oferecer plástica estética numa hora dessas não acham?
Pois eu não!
Aumenta a auto-estima! Pense em se olhar no espelho, e ver todos os dias as marcas de um dia que gostaria de esquecer?
Auto-estima e vaidade são diferentes. Precisamos da auto-estima para seguir em frente.
Mas auto-estima também pode ser tratada de outra forma: carinho!
Dar atenção à eles, simplesmente ouvindo, já é uma grande coisa.
Tocar as mãos, arrumar os cabelos, abraçar, ajudar na escolha de algo, andar de mãos dadas...são pequenas coisas que nós, brasileiros, sabemos fazer, e muito bem!

Essa semana meu filho estava doente, pegou influenza. Deixou-o um pouco frágil até mesmo emocionalmente, acrescentando a entrada na adolescência.
Como ele ficava manhoso, vinha a mim sempre com ares de coitadinho. Uns dias atrás falei pra ele: Vamos para Sendai? Ele olhou para mim e perguntou assustado: Por quê???
Respondi pra ele: Você fica aí choramingando com dó de si mesmo. Então, vamos lá, ajudar em alguma coisa, assim você não pensa em si apenas. Ajudar é tão gostoso! Ser voluntário! Fazer alguém feliz!
Ele olhou para mim e não disse nem sim nem não. (sabe que lá precisam de ajuda)
Tenho ensinado a ele a mudar essa emoção negativa que tem dentro de si. É difícil, pois sempre arruma argumento. Fase. Mas sei que tem um bom coração, pois já vi fazendo coisas boas.
E é como uma semente que estou plantando, um dia germinará.

Enquanto ficarmos com dó de nós mesmos, ficaremos a choramingar pelos cantos, criando pânico.
A partir do momento que nos preocupamos com alguém, esquecemos de chorar, preocupados em fazer alguém feliz!

No momento é inviável alguém ir até Sendai (eu seria mais uma boca para alimentar lá), falei isso para o meu filho para ver a reação dele.
Mas já havia pensado nisso. Gostaria muito de ir lá como voluntária, ajudar a cuidar dos velhinhos que perderam tudo oque tinham. Principalmente ouvi-los, acalmar seus corações.

Com as doações que moveram muitas comunidades, associações e países, não há de faltar nada, é só eles pedirem!
Mas cuidar do ferimentos da alma...mais difícil !




Energias positivas, fé, otimismo!


                                                    
Vamos então fazer oque está ao nosso alcance no momento!
Aquecer os corações feridos e aumentar a auto-estima de quem precisa, sem querer nada em troca!

Vamos nessa?

Parem com a histeria!

Essa foi a semana mais conturbada para todos que moram aqui no Japão.
Os tremores ainda continuam, porém, com menos intensidade, e o problema da Usina de Fukushima persiste em deixar muitos apavorados. Falta de informação.
Já disse aqui sobre o exagero da mídia mundial em relação ao que está acontecendo, mas muitos ainda não entenderam.
A repercussão de noticiário da tv brasileira transmitida lá e aqui tem sido o pior meio de esclarecimento, mostrando somente imagens catastróficas, com narrações exageradas, e informações a desejar. Porém, com a rapidez do Twitter, digo que muita coisa é esclarecida EM TEMPO REAL!
Ontem, no Facebook, postaram esse vídeo que achei de muita importancia, para mostrar que não é somente nós, da turma de brasileiros que pesquisam, que está o apelo para que a mídia PARE com o histerismo.
Daniel Kahl é americano, mora no Japão e aparece na tv japonesa em vários tipos de programas de variedades, atualmente vejo-o mais na NHK. Muito conhecido, domina a língua japonesa, e tem um certo carisma. Vocês poderão ver os comentários deixado no vídeo dele que há japoneses deixando seu recado. Inclusive, um comentário que diz: Daniel-san, você fala inglês! rs.





Está em ingles, mas acho que um pouco dá para entender o apelo: PAREM COM A HISTERIA!




Recebi da @SilviaSatie no Twitter essa matéria e achei interessante postar para que todos saibam a verdade.
Ouvi muito dizerem que o governo está escondendo informações.
De uma certa forma, tento esclarecer, mas como diz um grande pensador, faça ou não faça você está certo! Então...acredite ou não acredite, você está certo, pois está de acordo com sua consciencia, naquilo que acredita!
Porém, a gota d água foi o e-mail que meu marido recebeu da minha cunhada dizendo a mesma coisa!
A íntegra da reportagem você encontra aqui. Transcrevo alguns trechos apenas para se ter idéia da entrevista.

               ¨Pergunta: Qual é a sua análise do problema registrado na usina nuclear de Fukushima, no Japão?


               Appoloni – Estou vendo um catastrofismo exacerbado no noticiário de algo que é um evento triste, um evento sério, mas não é para fazer o mundo parar por causa disso. Primeiro que o mundo não para. Segundo, o mundo é movido a energia elétrica. As pessoas que exigem que seus governos parem programas nucleares são as mesmas que chegam em casa e vão usar o microondas para fazer comida, vão usar energia elétrica para aquecer a casa e assim por diante. E não vão admitir não ter essa energia para usar no seu dia a dia. Principalmente se for no inverno e se for num país do Primeiro Mundo, onde aconteceu esse evento.¨


              ¨...Dizer, no Brasil, "vamos construir mais hidrelétricas", é não ter olhado dados como o do real potencial hidrelétrico que existe para explorar, é não medir a razão custo-benefício de inundar terras férteis para fazer isso e outros tantos problemas. Além do fato de que a malha energética não pode ser monolítica, não pode ter só uma fonte, porque, num período de estiagem, teríamos problemas sérios.¨


              ¨Pergunta: Voltando ao acidente atual, existe, no noticiário, o medo de uma repetição de Chernobyl, onde houve milhares de vítimas e um grave vazamento de radiação nuclear que se espalhou pela atmosfera.


              Resposta: É o catastrofismo. É claro que estamos diante de um acidente grave, mas ele é decorrente de um terremoto de escala 9. Comparar isso com Chernobyl é burrice. O acidente de Chernobyl foi provocado por falha humana num reator antiqüíssimo que, 10 anos antes, a comunidade internacional e a Agência Internacional de Energia Atômica já avisavam que tinham que ter sido desligados, porque a regriferação deles era a carbono. Mas como estávamos ainda em plena época da ditadura comunista na União Soviética, os organismos internacionais não foram ouvidos lá. Precisou acontecer o acidente.¨


              ¨...a diferença para 9 é muito grande, porque a escala é logarítmica. Nove não é 1 mais 8. Nove significa de 10 vezes mais que 8. São ordens de grandeza muito diferentes.¨


Bom, espero que vocês leiam a reportagem na íntegra, pois vai esclarecer MUITO a respeito DE QUEM está escondendo informações... Vejam oque ele diz sobre a Folha de S.Paulo.

Qualquer decisão que você tomar, estará certo!
Eu tomei a minha!

De volta às origens!

E cá estamos, depois de 5 anos em outra plataforma, voltando para cá. Onde tudo começou, né? Apesar de nesses utlirmos 3 anos estar com um...